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domingo, 7 de junho de 2026

  

      DOMINGO XI do TEMPO COMUM      
 -   ANO - A   -   14/06/2026:


Tema do 11.º Domingo do Tempo Comum:



Neste
XI domingo do tempo Comum, a Palavra que vamos reflectir recorda-nos a presença constante de Deus no mundo e a vontade que Ele tem de oferecer aos homens, a cada passo, a sua vida e a sua salvação. No entanto, a intervenção de Deus na história humana concretiza-se através daqueles que Ele chama e envia, para serem sinais vivos do seu amor e testemunhas da sua bondade.
A primeira leitura apresenta-nos o Deus da “aliança”, que elege um Povo para com ele estabelecer laços de comunhão e de familiaridade; a esse Povo, Jahwéh confia uma missão sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o serviço de Jahwéh, isto é, para ser um sinal de Deus no meio das outras nações.
O Evangelho traz-nos o “discurso da missão”. Nele, Mateus apresenta uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio de “doze” discípulos (que representam a totalidade do Povo de Deus) a anunciar o “Reino”. Esses “doze” serão os continuadores da missão de Jesus e deverão levar a proposta de salvação e de libertação que Deus fez aos homens em Jesus, a toda a terra.
A segunda leitura sugere que a comunidade dos discípulos é fundamentalmente uma comunidade de pessoas a quem Deus ama. A sua missão no mundo é dar testemunho do amor de Deus pelos homens – um amor eterno, inquebrável, gratuito e absolutamente único.




ANTÍFONA DE ENTRADA Cf. Sl 26, 7.9
Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica.
Vós sois o meu refúgio:
não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor nosso Deus,
fortaleza dos que esperam em Vós,
atendei propício as nossas súplicas;
e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana,
concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça,
para que as nossas vontades e ações Vos sejam agradáveis,
no cumprimento fiel dos vossos mandamentos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Ex 19, 2-6a
«Sereis para Mim um reino de sacerdotes, uma nação santa»

Moisés é enviado, como, mais tarde, Jesus enviará os Apóstolos, a anunciar ao povo a esperança que Deus lhe reserva. Esta esperança é a que já começou a ser uma realidade desde que o Senhor o libertou da terra da escravidão, fazendo dele um povo a Si consagrado, povo sacerdotal, povo real, nação santa, como o Novo Testamento o há de novamente proclamar, agora à luz de Cristo ressuscitado.


Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, os filhos de Israel partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam, em frente da montanha. Moisés subiu à presença de Deus. O Senhor chamou-o da montanha e disse-lhe: «Assim falarás à casa de Jacob, isto dirás aos filhos de Israel: ‘Vistes o que Eu fiz ao Egito, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até Mim. Agora, se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade especial entre todos os povos. Porque toda a terra Me pertence; mas vós sereis para Mim um reino de sacerdotes, uma nação santa’».
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 99 (100), 2.3.5 (R. 3c)
Refrão: Nós somos o povo de Deus,
as ovelhas do seu rebanho. Repete-se

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo. 
(Refrão)

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
(Refrão)

Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.
(Refrão)



LEITURA II Rom 5, 6-11
«Se fomos reconciliados pela morte do Filho,
com muito mais razão seremos salvos pela sua vida»

A morte de Jesus é o testemunho maior do amor de Deus por nós, e isto ainda antes de termos sido reconciliados com Ele. Quanto mais agora, depois de termos sido reconciliados com Deus pela oblação da vida de seu Filho, não havemos de ser salvos pela vida d’Ele que ressuscitou para nossa justificação?


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos: Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. Dificilmente alguém morre por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina. Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, depois de reconci­liados, seremos salvos pela sua vida. Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.
Palavra do Senhor.



ALELUIA Mc 1, 15
Refrão: Aleluia. Repete-se
Está próximo o reino de Deus.
Arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Refrão



EVANGELHO Mt 9, 36 – 10, 8
«Chamou os doze discípulos e enviou-os»

Jesus não é apenas alguém que veio da parte de Deus revelar aos homens o reino. Ele lançou os fundamentos da futura assembleia dos crentes, e, para isso, escolheu os Doze, a que chamou Apóstolos, e enviou-os, como o Pai O tinha enviado a Ele. Mas eles hão de ter sempre presente que o seu ministério não é uma iniciativa sua, nem o seu trabalho uma simples ocupação ditada pelo seu gosto natural. A sua escolha é um chamamento divino, e a sua obra é a realização da própria obra de salvação, que, por meio deles, o Senhor Jesus continua a realizar no meio dos homens. É uma graça que vem de Deus e, por eles, há de chegar até aos outros seus irmãos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».
Palavra da salvação.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Caríssimos cristãos: Oremos a Deus Pai todo-poderoso e, pelos méritos de Jesus Cristo, seu Filho, que morreu por nós quando éramos pecadores, peçamos (ou: cantemos), com toda a confiança: 

R. Atendei, Senhor, a nossa prece. 
Ou: Escutai, Senhor, a nossa oração. 
Ou: Lembrai-Vos, Senhor, do vosso povo. 

1. Pelos bispos, sucessores dos Apóstolos, pelos trabalhadores da seara do Senhor e pelas multidões fatigadas e abatidas, oremos. 

2. Pelos que têm de partir da sua pátria, pelos profetas a quem Deus manda falar e pelo povo que os escuta e se converte, oremos. 

3. Pelas ovelhas que andam sem pastor, pelos enfermos de doenças incuráveis, pelos leprosos e pelos moribundos, oremos. 

4. Pelos que perderam a fé e andam tristes, pelos que, por fragilidade, caíram em pecado e pelos que, para salvar outros, se deixam matar, oremos. 

5. Por nós mesmos, povo de reis e nação santa, que o Filho de Deus reconciliou, e pelos defuntos das nossas famílias e da nossa Paróquia, oremos. 

(Outras intenções: presbíteros que celebram o aniversário da sua ordenação...). 
Senhor, nosso Deus, que tivestes compaixão das multidões e lhes mandastes o vosso Filho muito amado, dai-nos a graça de ouvir a sua voz, para Vos servirmos, adorarmos e bendizermos. Por Cristo Senhor nosso.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor nosso Deus,
que pelo pão e pelo vinho, apresentados ao vosso altar,
dais ao género humano o alimento que o sustenta
e o sacramento que o renova,
fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma.
Por Cristo nosso Senhor.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Sl 26, 4
Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

Ou: Cf. Jo 17, 11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste,
para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios,
sinal da nossa união convosco,
realize a unidade na vossa Igreja.
Por Cristo nosso Senhor.

 







domingo, 31 de maio de 2026

  

      DOMINGO X do TEMPO COMUM      
 -   ANO - A   -   07/06/2026:


Tema do 10.º Domingo do Tempo Comum:



A Palavra de Deus deste
10º Domingo do Tempo Comum repete, com alguma insistência, que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. A expressão deve ser entendida no sentido de que, para Deus, o essencial não são os actos externos de culto ou as declarações de boas intenções, mas sim uma atitude de adesão verdadeira e coerente ao seu chamamento, à sua proposta de salvação. É esse o tema da liturgia deste dia.
Na primeira leitura, o profeta Oseias põe em causa a sinceridade de uma comunidade que procura controlar e manipular Deus, mas não está verdadeiramente interessada em aderir, com um coração sincero e verdadeiro, à aliança. Os actos externos de culto – ainda que faustosos e magnificentes – não significam nada, se não houver amor (quer o amor a Deus, quer o amor ao próximo – que é a outra face do amor a Deus).
Na segunda leitura, Paulo apresenta aos cristãos (quer aos que vêm do judaísmo e estão preocupados com o estrito cumprimento da Lei de Moisés, quer aos que vêm do paganismo) a única coisa essencial: a fé. A figura de Abraão é exemplar: aquilo que o tornou um modelo para todos não foram as obras que fez, mas a sua adesão total, incondicional e plena a Deus e aos seus projectos.
O Evangelho apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem excepção. O exemplo de Mateus sugere que o decisivo, do ponto de vista de Deus, é a resposta pronta ao seu convite para integrar a comunidade do “Reino”.






ANTÍFONA DE ENTRADA Cf. Sl 26, 1-2
O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei de ter medo?



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor nosso Deus, fonte de todo o bem,
ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é reto
e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Os 6, 3-6
«Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios»

Sem amor não há conversão que possa agradar ao Senhor. Por mais perfeição exterior que ponhamos nos ritos de reconciliação (exame de consciência, acusação dos pecados, ato de contrição, cumprimento da penitência), de nada eles valerão sem um arrependimento sincero que nasça do nosso amor ao Senhor. Mas o nosso amor não passa, muitas vezes, de um nevoeiro, que o primeiro sol da manhã logo desfaz.


Leitura da Profecia de Oseias
Procuremos conhecer o Senhor. A sua vinda é certa como a aurora. Virá a nós como o aguaceiro de Outono, como a chuva da Primavera sobre a face da terra. «Que farei por ti, Efraim? Que farei por ti, Judá?» – diz o Senhor – «O vosso amor é como o nevoeiro da manhã, como o orvalho da madrugada que logo se evapora. Por isso os castiguei por meio dos Profetas e os matei com palavras da minha boca; e o meu direito resplandece como a luz. Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos».
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 49 (50), 1.8.12-13.14-15 (R. 23b)
Refrão: A quem segue o caminho recto
darei a salvação de Deus. Repete-se

Ou: 

Refrão: A quem procede retamente
farei ver a salvação de Deus. Repete-se

Falou o Senhor, Deus soberano,
e convocou a terra, do Oriente ao Ocidente:
«Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
(Refrão)

Se tivesse fome, não to diria,
porque meu é o mundo e tudo o que nele existe.
Comerei porventura as carnes dos touros
ou beberei o sangue dos cabritos? 
(Refrão)

Oferece a Deus sacrifícios de louvor
e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.
Invoca-Me no dia da tribulação:
Eu te livrarei e tu Me darás glória».
(Refrão)



LEITURA II Rom 4, 18-25
«Fortaleceu-se na fé, dando glória a Deus»

A nossa correspondência ao amor do Senhor tem de começar por uma grande fé e confiança no seu poder e na sua misericórdia. Só assim, como Abraão, poderemos trocar, de vez, os nossos “ídolos” pelo Senhor e acreditar nas suas promessas. Nós bem sabemos que Cristo morreu por nós, para nos restabelecer na amizade de Deus; e isso nunca pode ser esquecido.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos: Contra toda a esperança, Abraão acreditou que havia de tornar-se pai de muitas nações, como tinha sido anunciado: «Assim será a tua descendência». Sem vacilar na fé, não tomou em consideração nem a falta de vigor do seu corpo, pois tinha quase cem anos, nem a falta de vitalidade do seio materno de Sara. Perante a promessa de Deus, não se deixou abalar pela desconfiança, antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus, plenamente convencido de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido. Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça». Não é só por causa dele que está escrito «Foi-lhe atribuído», mas também por causa de nós, que acreditamos n’Aquele que ressuscitou dos mortos, Jesus, Nosso Senhor, que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.
Palavra do Senhor.



ALELUIA Lc 4, 18
Refrão: Aleluia. Repete-se
O Senhor enviou-me a anunciar o evangelho aos pobres
e a liberdade aos oprimidos. Refrão



EVANGELHO Mt 9, 9-13
«Não vim chamar os justos, mas os pecadores»

Para podermos beneficiar da amizade que Deus, na pessoa de Cristo, veio oferecer aos homens, havemos de tomar uma atitude humilde e reconhecer-nos como pecadores, pois o orgulho dos que se consideram justos não permite o encontro salvador com Ele. Só o reconhecimento das nossas misérias atrai o amor misericordioso de Deus. S. Mateus entendeu-o bem, e, deixando tudo, logo seguiu Jesus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos. Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?». Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».
Palavra da salvação.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Irmãos e irmãs em Cristo: Nós que somos pecadores, imploremos a misericórdia de Deus Pai e roguemos-Lhe que atenda as nossas súplicas, dizendo (ou: cantando), com fé e humildade: 

R. Lembrai-Vos, Senhor, do vosso povo. 
Ou: Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Tende compaixão de nós, Senhor. 

1. Para que o Papa N., os bispos e os presbíteros a ele unidos, se fortaleçam na fé, dêem glória a Deus e creiam no poder de Cristo ressuscitado, oremos. 

2. Para que os homens procurem conhecer o Senhor, cooperem entre si com lealdade e reconheçam a sua parte no pecado do mundo, oremos. 

3. Para que cesse o desprezo pelos emigrantes, a perseguição aos refugiados e estrangeiros e se respeitem as crianças sem família, oremos. 

4. Para que Deus dê coragem aos desiludidos, ensine aos homens o que é a misericórdia e os leve a respeitar as minorias, oremos. 

5. Para que não nos julguemos mais que os outros e saibamos, à maneira de Jesus Cristo, ser simples e verdadeiros para com todos, oremos. 

(Outras intenções: os que foram confirmados com o sinal do Espírito Santo...). 
Escutai, Senhor, a nossa oração e dai-nos a graça de ser firmes na fé, para que o testemunho da nossa vida leve outros homens e mulheres a reconhecer-Vos como único Deus verdadeiro. Por Cristo Senhor nosso.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai com bondade, Senhor,
para os dons que apresentamos ao vosso altar,
fazei que esta oblação Vos seja agradável
e aumente em nós a caridade.
Por Cristo nosso Senhor.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Sl 17, 3
Sois o meu protetor e o meu refúgio, Senhor;
sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.


Ou: 1Jo 4, 16


Deus é amor.
Quem permanece no amor permanece em Deus
e Deus permanece nele.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Nós Vos pedimos, Senhor,
que a ação santificadora deste sacramento
nos liberte das más inclinações
e nos conduza a uma vida santa.

 









    Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo    
    Solenidade     -  ANO A  -  04/06/2026:



Tema da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo:




Na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Jesus convida-nos a contemplar e a celebrar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus pelos homens – por todos os homens, sem exceção. Para expressar a atitude de Deus para com os seus filhos, os textos recorrem a uma imagem importada do passado nómada de Israel: Deus é o “Pastor bom” que, com amor infinito e dedicação total, cuida do seu rebanho.
Na primeira leitura Deus anuncia aos exilados na Babilónia que vai, Ele próprio, tomar conta do seu povo, do seu “rebanho”. Os habitantes de Judá foram, durante muito tempo, conduzidos por “pastores maus”, que se aproveitaram das “ovelhas” e as levaram por caminhos errados. Mas agora Deus, o “Pastor bom”, vai reunir as suas “ovelhas” dispersas, conduzi-las de volta à terra da liberdade, dar-lhes pastagens excelentes, cuidar amorosamente de todas. A parábola é um magnífico hino ao amor de Deus.
No Evangelho Jesus, acusado pelos fariseus e doutores da Lei de se dar com gente pouco recomendável, conta a história de um pastor que deixa tudo o que tem em mãos para ir à procura de uma ovelha tresmalhada. Segundo Jesus, esse “pastor” é Deus. Deus ama cada um dos seus filhos com um amor absoluto e não deixa nenhum para trás; o coração de Deus enche-se de alegria quando encontra a sua “ovelha” perdida e a reintegra no seu “rebanho”.
Na segunda leitura Paulo de Tarso lembra a todos os crentes que são filhos queridos e amados de Deus. Foi por nos amar tanto que Deus enviou Jesus, o seu Filho Unigénito, ao nosso encontro. Enfrentando a injustiça, a mentira, a violência, até mesmo a morte, Jesus mostrou-nos o caminho que conduz à vida verdadeira. Salvos por Jesus, passamos a integrar a família de Deus.



ANTÍFONA DE ENTRADA Cf. Sl 80, 17
O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha
e saciou-o com o mel do rochedo.




Diz-se o Glória.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor Jesus Cristo,
que, neste admirável sacramento,
nos deixastes o memorial da vossa paixão,
concedei-nos a graça de venerar de tal modo
os sagrados mistérios do vosso Corpo e Sangue
que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.
Vós que sois Deus e viveis e reinais com o Pai,
na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.




LEITURA I Dt 8, 2-3.14b-16a
«Deu-te o alimento, que nem tu nem os teus pais tinham conhecido»

Numa época de grande prosperidade económica, em que o povo de Israel corria o risco de se esquecer de Deus e de se fechar no seu egoísmo, o autor sagrado lembra-lhe a experiência do deserto. Durante essa longa caminhada, em que sentiu ao vivo a sua fraqueza, os bens necessários à vida (a alimento, a água, a libertação da escravidão, a proteção no meio dos perigos) não foram dádivas do amor de Deus? Esquecer agora, na abundância, esse amor paternal de Deus, seria uma ingratidão.
Mas seria também uma loucura. O homem, com efeito, não pode viver só de pão. Satisfeita toda a fome que sente (fome de justiça, de liberdade, de paz) ele pode sentir-se ainda infeliz. O alimento espiritual, «a palavra, que sai da boca de Deus» (Mt. 4, 4), é-lhe indispensável para viver sobre a terra.



Leitura do Livro do Deuteronómio
Moisés falou ao povo, dizendo: «Recorda-te de todo o caminho que o Senhor teu Deus te fez percorrer durante quarenta anos no deserto, para te atribular e pôr à prova, a fim de conhecer o íntimo do teu coração e verificar se guardarias ou não os seus mandamentos. Atribulou-te e fez-te passar fome, mas deu-te a comer o maná que não conhecias nem teus pais haviam conhecido, para te fazer compreender que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor. Não te esqueças do Senhor teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa de escravidão, e te conduziu através do imenso e temível deserto, entre serpentes venenosas e escorpiões, terreno árido e sem águas. Foi Ele quem, da rocha dura, fez nascer água para ti e, no deserto, te deu a comer o maná, que teus pais não tinham conhecido».
Palavra do Senhor.




SALMO RESPONSORIAL Salmo 147, 12-13.14-15.19-20

Refrão: Jerusalém, louva o teu Senhor. Repete-se


Glorifica, Jerusalém, o Senhor,
louva, Sião, o teu Deus.
Ele reforçou as tuas portas
e abençoou os teus filhos.
(Refrão)

Estabeleceu a paz nas tuas fronteiras
e saciou-te com a flor da farinha.
Envia à terra a sua palavra,
corre veloz a sua mensagem.
(Refrão)

Revelou a sua palavra a Jacob,
suas leis e preceitos a Israel.
Não fez assim com nenhum outro povo,
a nenhum outro manifestou os seus juízos. 
(Refrão)



LEITURA II 1 Cor 10, 16-17
«Há um só pão, formamos um só corpo»

Pão vivo descido do Céu, verdadeiro maná, na caminhada da vida, a Eucaristia realiza a nossa incorporação em Cristo morto e ressuscitado e, por Ele, na Igreja, que é também Corpo de Cristo. O Pão Eucarístico é assim não apenas sinal, mas alimento de unidade entre os cristãos e destes com Deus.
Comungar o Corpo e o Sangue de Cristo é, pois, comungar o amor que Jesus tem pelo Pai e pelos homens. Cada Comunhão devia ser para nós um compromisso de unidade. Unidade que não deve manifestar-se apenas na assembleia litúrgica, mas deve abranger toda a vida.



Leitura da Primeira Epístola do apóstolo são Paulo aos Coríntios
Irmãos: Não é o cálice de bênção que abençoamos a comunhão com o Sangue de Cristo? Não é o pão que partimos a comunhão com o Corpo de Cristo? Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do mesmo pão.
Palavra do Senhor.



SEQUÊNCIA
Esta sequência é facultativa e pode dizer-se na íntegra ou em forma mais breve, isto é, desde as palavras: Eis o pão...

Terra, exulta de alegria,
Louva o teu pastor e guia,
Com teus hinos, tua voz.

Quanto possas tanto ouses,
Em louvá-l’O não repouses:
Sempre excede o teu louvor.

Hoje a Igreja te convida:
O pão vivo que dá vida
Vem com ela celebrar.

Este pão – que o mundo creia –
Por Jesus na santa Ceia
Foi entregue aos que escolheu.

Eis o pão que os Anjos comem
Transformado em pão do homem;
Só os filhos o consomem:
Não será lançado aos cães.

Em sinais prefigurado,
Por Abraão imolado,
No cordeiro aos pais foi dado,
No deserto foi maná.

Bom pastor, pão da verdade,
Tende de nós piedade,
Conservai-nos na unidade,
Extingui nossa orfandade
E conduzi-nos ao Pai.

Aos mortais dando comida,
Dais também o pão da vida:
Que a família assim nutrida
Seja um dia reunida
Aos convivas lá do Céu.




ALELUIA Jo 6, 51
Refrão: Aleluia. Repete-se
Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor.
Quem comer deste pão viverá eternamente. Refrão



EVANGELHO Jo 6, 51-58
«A minha carne é verdadeira comida,
o meu sangue é verdadeira bebida»


A Eucaristia é tão desconcertante para os homens do nosso tempo, como os sinais realizados por Jesus o foram para os seus contemporâneos. Contudo, aqueles que foram testemunhas da Ressurreição, como João, e aqueles que, hoje, têm fé em Jesus, sabem muito bem que o Filho de Deus feito Homem, vindo para trazer a vida ao mundo, não Se limitou a dar-nos as Suas palavras ou o Seu exemplo. Deu-nos também, na Eucaristia, a Sua Carne e o Seu Sangue, isto é, a Sua Pessoa.
Aqueles que, na pobreza da fé, souberem acolher a Cristo, sob o sinal sacramental, unir-se-ão à Sua Morte e Ressurreição, entrarão no Seu mistério, receberão a Vida.



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha Carne, que Eu darei pela vida do mundo». Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua Carne a comer?». Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha Carne é verdadeira comida e o meu Sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os vossos pais comeram, e morreram; quem comer deste pão viverá eternamente».
Palavra da salvação.




Diz-se o Credo.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Irmãs e irmãos: Elevemos a nossa oração comum a Deus Pai, para que o Corpo e o Sangue de Cristo sejam o penhor da salvação do mundo inteiro, dizendo (ou: cantando), cheios de fé:

R. Ouvi-nos, Senhor.
Ou: Iluminai, Senhor, a terra inteira. 
Ou: Mostrai-nos, Senhor, os caminhos da vida. 

1. Pelas Igrejas de todo o mundo, que celebram o mistério da Eucaristia em memória de Jesus, como Ele mandou fazer, oremos. 

2. Pelos bispos, presbíteros e diáconos da Igreja, que distribuem aos fiéis o pão do Céu, e pelos cristãos que o recebem e dele vivem, oremos. 

3. Pelos povos que não têm os bens de que precisam, pelas organizações que socorrem os mais pobres e pelos responsáveis pela economia mundial, oremos. 

4. Por aqueles que receberam a graça de compreender que o homem não vive só de pão, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus, oremos. 

5. Pelos fiéis que se alimentam do pão da vida, pelas crianças que o recebem a primeira vez e pelos agonizantes que o comungam como Viático, oremos. 

(Outras intenções: pelos fiéis que não comungaram; pelos que não examinaram a sua consciência...). 
Senhor, nosso Deus, que nos reunistes para celebrarmos a Ceia de Jesus, dai pão em abundância aos que o não têm e fazei sentir aos cristãos mais fome do pão vivo que desceu do Céu. Por Cristo Senhor nosso.




ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei, Senhor, à vossa Igreja
o dom da unidade e da paz,
que estas oferendas misticamente simbolizam.
Por Cristo nosso Senhor.




PREFÁCIO I DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA
O sacrifício e o sacramento de Cristo

Este prefácio diz-se na Missa da Ceia do Senhor; pode dizer-se também na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo e nas Missas votivas da Santíssima Eucaristia.

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.



Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por nosso Senhor Jesus Cristo.
Verdadeiro e eterno sacerdote,
oferecendo-Se como vítima de salvação,
instituiu o sacrifício da nova e eterna aliança
e mandou que o celebrássemos em sua memória.
O seu Corpo, por nós imolado,
é alimento que nos fortalece
e o seu Sangue, por nós derramado,
é bebida que nos purifica.
Por isso, com os anjos e os arcanjos,
os tronos e as dominações
e todos os coros celestes,
proclamamos a vossa glória,
dizendo (cantando) numa só voz:


Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.




PREFÁCIO II DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA
Os frutos da Santíssima Eucaristia

Este prefácio diz-se na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo e nas Missas votivas da Santíssima Eucaristia.

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por nosso Senhor Jesus Cristo.
Reunido com os apóstolos na Última Ceia,
para perpetuar a sua paixão salvadora,
entregou-Se a Si mesmo como cordeiro imaculado e sacrifício perfeito.
Neste sagrado mistério, alimentais e santificais os fiéis,
para que os homens do mundo inteiro
sejam iluminados pela mesma fé e unidos pela mesma caridade.
Assim nos reunimos à mesa deste admirável sacramento,
para que a abundância da vossa graça nos faça participantes da vida celeste.
Por isso, todas as criaturas, no céu e na terra,
Vos adoram, cantando um cântico novo.
E também nós, com todos os coros dos anjos,
proclamamos a vossa glória, dizendo (cantando) numa só voz:


Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.




ANTÍFONA DA COMUNHÃO Cf. Jo 6, 57
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei-nos, Senhor Jesus Cristo,
a participação eterna da vossa divindade,
que é prefigurada nesta comunhão
do vosso precioso Corpo e Sangue.
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.