segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 

      DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM      
 -   ANO - A   -   18/10/2026:


Tema do 29.º Domingo do Tempo Comum:



Quem é que preside à história do mundo? É Deus, ou são esses pequenos “césares” que se julgam no direito de impor aos seus irmãos os seus projetos pessoais e os seus sonhos megalómanos? As leituras que a liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum apresenta recordam-nos que Deus é o único Senhor do Universo. É n’Ele que temos de colocar a nossa esperança; é a Ele que devemos confiar a nossa vida; é para Ele que devemos caminhar; é a Sua vontade que devemos abraçar.
Na primeira leitura um profeta da época do Exílio anuncia aos habitantes de Judá, exilados na Babilónia, que está a chegar o dia em que serão libertados do cativeiro e poderão regressar a Jerusalém. Ciro, rei dos persas, será o “Ungido de Deus” para concretizar a libertação anunciada. É Javé, o Senhor do universo, que preside à história dos homens; mas Deus concretiza os seus planos através de pessoas que escolhe e que envia para atuar em Seu nome no mundo e na história.
No Evangelho Jesus é questionado pelos discípulos dos fariseus e pelos partidários de Herodes Antipas sobre o pagamento do imposto devido ao imperador de Roma. Jesus aproveita para recordar-lhes que, bem mais do que “devolver a César o que pertence a César”, é importante “devolver a Deus aquilo que pertence a Deus”. Para Jesus, Deus tem de ser a nossa prioridade; os interesses de Deus, os projetos de Deus, as indicações de Deus têm de estar na primeira linha das nossas preocupações.
Na segunda leitura o apóstolo Paulo traz-nos o exemplo de uma comunidade cristã que colocou Deus no centro do seu caminho e que, apesar das dificuldades, se comprometeu de forma corajosa com os valores e os esquemas de Deus. Eleita por Deus para ser Sua testemunha no mundo, vive ancorada numa fé ativa, numa caridade operante e numa esperança inabalável.



ANTÍFONA DE ENTRADA Cf. Sl 16, 6.8
Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco,
ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras.
Guardai-me dos meus inimigos, Senhor.
Protegei-me à sombra das vossas asas.



ORAÇÃO DA COLETA
Deus todo-poderoso e eterno,
dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço
a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Is 45, 1.4-6
«Tomei Ciro pela mão direita para subjugar diante dele as nações»

O Evangelho de hoje vai afirmar a relação entre o poder temporal e o poder espiritual. Mas Deus é Senhor de todos os homens, e nada nem ninguém é autónomo em relação a Ele. Deus realiza os seus desígnios, que são sempre de salvação, através dos homens e das instituições humanas, por vezes até de maneira muito clara, como se mostra nesta leitura: o rei da Pérsia, Ciro, um pagão, é instrumento de Deus para a libertação do seu povo.


Leitura do Livro de Isaías
Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido, a quem tomou pela mão direita, para subjugar diante dele as nações e fazer cair as armas da cintura dos reis, para abrir as portas à sua frente, sem que nenhuma lhe seja fechada: «Por causa de Jacob, meu servo, e de Israel, meu eleito, Eu te chamei pelo teu nome e te dei um título glorioso, quando ainda não Me conhecias. Eu sou o Senhor e não há outro; fora de Mim não há Deus. Eu te cingi, quando ainda não Me conhecias, para que se saiba, do Oriente ao Ocidente, que fora de Mim não há outro. Eu sou o Senhor e mais ninguém».
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 1.3.4-5.7-8.9-10a.c (R. 7b)
Refrão: Aclamai a glória e o poder do Senhor. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
(Refrão)

O Senhor é grande e digno de louvor,
mais temível que todos os deuses.
Os deuses dos gentios não passam de ídolos,
foi o Senhor quem fez os céus.
(Refrão)

Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder.
Dai ao Senhor a glória do seu nome,
levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios.
(Refrão)

Adorai o Senhor com ornamentos sagrados,
trema diante d’Ele a terra inteira.
Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,
governa os povos com equidade. 
(Refrão)



LEITURA II 1Ts 1, 1-5b
«Recordamos a vossa fé, caridade e esperança»

Começamos hoje a leitura da primeira epístola aos Tessalonicenses, a comunidade cristã existente na cidade de Tessalónica (ou Salónica), no norte da Grécia. Como de costume, S. Paulo começa com uma ação de graças, hoje, por verificar o progresso espiritual desses cristãos. Como podemos observar, os Apóstolos pregavam e escreviam como verdadeiros mestres e pastores, e não apenas como moralistas ou legisladores. E sempre será esta a verdadeira finalidade da pregação na Igreja: levar os seus filhos a crescerem nos caminhos do reino de Deus, o que é para ela fonte de alegria e de ação de graças.


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo
aos Tessalonicenses
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses, que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: A graça e a paz estejam convosco. Damos continuamente graças a Deus por todos vós, ao fazermos menção de vós nas nossas orações. Recordamos a atividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, na presença de Deus, nosso Pai. Nós sabemos, irmãos amados por Deus, como fostes escolhidos. O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com obras poderosas, com a ação do Espírito Santo.
Palavra do Senhor.



ALELUIA Flp 2, 15d.16a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vós brilhais como estrelas no mundo,
ostentando a palavra da vida. Refrão



EVANGELHO Mt 22, 15-21
«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus»

Perante o poder temporal, aqui representado por César, o imperador de Roma – que ao tempo de Jesus imperava também na Terra Santa – a atitude de Jesus é de respeito pela sua autonomia, mas reivindica, ao mesmo tempo, as exigências primordiais do serviço de Deus, às quais nada se pode antepor. E, ao mesmo tempo, denuncia a falta de sinceridade dos que O interrogavam; sem ela, ninguém se poderá dirigir a Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas. Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?». Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário e Jesus perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Disse-Lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».
Palavra da salvação.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Irmãs e irmãos: A exemplo do apóstolo São Paulo, oremos, nós também, ao Pai celeste pela Igreja e por todos os homens deste mundo, dizendo (ou cantando), numa só voz: 

R. Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo. 
Ou: Senhor, venha a nós o vosso reino. 
Ou: Escutai, Senhor, a nossa oração. 

1. Pelas Igrejas do Oriente e do Ocidente, pelas que vivem em países de missão e pelos seus bispos, presbíteros e missionários, oremos. 

2. Pelos que estão constituídos em autoridade, pelos que dão a César o que é de César, e pelos que dão a Deus o que é de Deus, oremos. 

3. Pelos homens e mulheres mais infelizes, pelos que sofrem a ditadura e a opressão e por aqueles que vivem sem direitos, oremos. 

4. Pelas missões de todo o mundo, pelas religiosas e irmãos leigos que as servem e pelos cristãos que por elas oram sem desânimo, oremos. 

5. Pela nossa assembleia aqui reunida, pelos fiéis que permanecem firmes na esperança e pelos que praticam com alegria a caridade, oremos. 

(Outras intenções: os que dão testemunho de Cristo na sua vida ...). 
Senhor, Deus do universo, que acolheis as orações e acções de graças daqueles que se reúnem em Igreja, escutai os anseios do coração e as súplicas que Vos apresentamos com toda a confiança. Por Cristo Senhor nosso.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Fazei, Senhor,
que possamos servir ao vosso altar
com plena liberdade de espírito,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Cristo nosso Senhor.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Cf. Sl 32, 18-19
O Senhor vela sobre os seus fiéis,
sobre aqueles que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas,
para os alimentar no tempo da fome.

Ou: Mc 10, 45

O Filho do homem veio ao mundo
para dar a vida pela redenção dos homens.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei, Senhor,
que a participação nos mistérios celestes
nos faça progredir na santidade,
nos obtenha as graças temporais
e nos confirme nos bens eternos.
Por Cristo nosso Senhor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

 

     DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM     
 -   ANO - A   -   11/10/2026:


Tema do 28.º Domingo do Tempo Comum:


No Evangelho Jesus compara o reino de Deus a uma festa que um rei preparou para celebrar o casamento do seu filho. Houve convidados que se recusaram a comparecer; mas a festa não foi cancelada: o rei abriu as portas da sala do banquete a todo o tipo de pessoas – gente “improvável”, encontrada nas “encruzilhadas dos caminhos” – que tiveram a oportunidade de se sentar à mesa do rei e de participar numa festa inolvidável. No banquete do reino de Deus haverá lugar para todos os homens e mulheres que estiverem dispostos a acolher o convite de Deus.
Na segunda leitura, o apóstolo Paulo apresenta-nos um exemplo concreto de uma comunidade que aceitou o convite do Senhor e vive animada pelo dinamismo do reino de Deus: a comunidade cristã de Filipos. É uma comunidade generosa e solidária, verdadeiramente empenhada na vivência do amor e em dar testemunho do Evangelho diante de todos os homens. Qual o projeto de Deus para nós? Qual é a meta final da nossa existência, o nosso horizonte último? Para onde é que Deus nos está a conduzir? As leituras que a liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum nos oferece recorrem à imagem de um “banquete” para descrever esse mundo de amor, de alegria, de felicidade e de vida sem fim que Deus quer oferecer a todos os seus filhos. “O banquete está preparado; vinde sentar-vos comigo à mesa” – diz-nos Deus.
Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia uma festa esplêndida que, um dia, Deus vai oferecer a todos os seus filhos, sem exceção. Homens e mulheres de todas as raças formarão uma única família, reunida à mesa de Deus, numa fraternidade sem sombras nem fraturas. Sobre a mesa familiar estarão “manjares suculentos”, “comida de boa gordura”, “vinhos deliciosos e puríssimos”, vida bela e abundante. Será o início de uma nova era de paz e de felicidade, de um tempo em que a humanidade estará livre de tudo aquilo que a fere e a faz sofrer. O poema em que Isaías canta estas coisas eternas é um dos mais belos cânticos de esperança que a humanidade já escutou.


ANTÍFONA DE ENTRADA Sl 129, 3-4
Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.



ORAÇÃO DA COLETA
Nós Vos pedimos, Senhor,
que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas ações
e nos torne cada vez mais atentos
à prática das boas obras.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Is 25, 6-10a
«O Senhor preparará um banquete
e enxugará as lágrimas de todas as faces»


O banquete é, com frequência, na Sagrada Escritura, figura da reunião dos homens no reino de Deus. Assim como também hoje se lê em Isaías, aí o banquete é o lugar de encontro de todos os povos, todos eles chamados à comunhão na montanha onde o Senhor habita, o Monte Sião, figura da Igreja de Cristo.


Leitura do Livro de Isaías
Sobre este monte, o Senhor do Universo há de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. Sobre este monte, há de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. A mão do Senhor pousará sobre este monte».
Palavra do Senhor.




SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd)
Refrão: Habitarei para sempre na casa do Senhor. Repete-se

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. 
(Refrão)

Ele me guia por sendas direitas
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança. 
(Refrão)

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.
(Refrão)

A bondade e a graça hão de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre. 

(Refrão)



LEITURA II Filip 4, 12-14.19-20
«Tudo posso n’Aquele que me conforta»

A experiência da prisão serviu a São Paulo para ele sentir mais profundamente que Cristo era tudo na vida; e por isso, ao mesmo tempo que agradece aos destinatários da sua carta o que eles lhe tinham enviado, afirma que em Cristo encontra toda a sua força e confiança.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Sei viver na pobreza e sei viver na abundância. Em todo o tempo e em todas as circunstâncias, tenho aprendido a ter fartura e a passar fome, a viver desafogadamente e a padecer necessidade. Tudo posso n’Aquele que me conforta. No entanto, fizestes bem em tomar parte na minha aflição. O meu Deus proverá com abundância a todas as vossas necessidades, segundo a sua riqueza e magnificência, em Cristo Jesus. Glória a Deus, nosso Pai, pelos séculos dos séculos. Amen.
Palavra do Senhor.




ALELUIA cf. Ef 1, 17-18
Refrão: Aleluia. Repete-se
Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo
ilumine os olhos do nosso coração,
para sabermos a que esperança fomos chamados. Refrão



EVANGELHO – Forma longa Mt 22, 1-14
«Convidai para as bodas todos os que encontrardes»

Uma vez mais, a parábola do banquete serve para simbolizar o reino de Deus. Jesus anuncia aos seus ouvintes que o Evangelho, por eles rejeitado, vai ser anunciado a outros, e, destes, muitos o hão de aceitar. Não é já a raça de Abraão segundo a carne que há de encher a sala do banquete, mas todos aqueles que, pela fé, se hão de tornar filhos de Abraão. A todos os povos se abrem as portas do reino dos Céus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete, os bois e os cevados foram abatidos, tudo está pronto. Vinde às bodas’. Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse então aos servos: ‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes’. Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’. Mas ele ficou calado. O rei disse então aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí haverá choro e ranger de dentes’. Na ver­dade, muitos são os chamados, mas poucos os esco­lhidos».
Palavra da salvação.




EVANGELHO – Forma breve Mt 22, 1-10
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus


Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete, os bois e os cevados foram abatidos, tudo está pronto: Vinde às bodas’. Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse então aos servos: ‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes’. Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados».
Palavra da salvação.




ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Caríssimos irmãos e irmãs: Oremos ao Senhor, nosso Deus, que convida todos os homens para o banquete das núpcias de seu Filho, e digamos (ou: e cantemos), com alegria:

R. Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio. 
Ou: Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Ouvi, Senhor, o vosso povo. 

1. Para que o nosso Bispo N., seus presbíteros e diáconos não se cansem de convidar todos os homens a tomar parte no banquete do Cordeiro, oremos. 

2. Para que os homens que ocupam cargos públicos se tornem servidores dos cidadãos e se preocupem sobretudo com os mais pobres, oremos. 

3. Para que Jesus ensine os seus discípulos a viverem na pobreza ou na abundância e a deixarem-se converter interiormente, oremos. 

4. Para que as palavras do Evangelho deste dia nos ajudem a alargar, sem preconceitos, o coração a todos os homens, oremos. 

5. Para que os membros da nossa comunidade (paroquial) revelem, nos seus gestos e palavras, o rosto de Jesus aos que O procuram, oremos.
 
(Outras intenções: religiosos e religiosas; fiéis defuntos...). 
Senhor, nosso Deus, que nos convidais a subir ao monte santo, enxugai as lágrimas de todos os rostos e fazei desaparecer da terra inteira a violência e a miséria que destroem. Por Cristo Senhor nosso.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
as orações e as ofertas dos vossos fiéis
e fazei que esta celebração sagrada
nos encaminhe para a glória do céu.
Por Cristo nosso Senhor.




ANTÍFONA DA COMUNHÃO Cf. Sl 33, 11
Os ricos empobrecem e passam fome;
mas nada falta aos que procuram o Senhor.


Ou: Cf. 1Jo 3, 2

Quando o Senhor Se manifestar,
seremos semelhantes a Ele,
porque O veremos na sua glória.




ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus de infinita bondade,
que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
tornai-nos também participantes da sua natureza divina.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

 

      DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM      
 -   ANO - A   -   04/10/2026:


Tema do 27.º Domingo do Tempo Comum:




A liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem da “vinha de Deus” para falar desse Povo que aceita o desafio do amor de Deus e que se coloca ao serviço de Deus. Desse Povo, Deus exige frutos de amor, de paz, de justiça, de bondade e de misericórdia.
Na primeira leitura, o profeta Isaías dá conta do amor e da solicitude de Deus pela sua “vinha”. Esse amor e essa solicitude não podem, no entanto, ter como contrapartida frutos de egoísmo e de injustiça… O Povo de Jahwéh tem de deixar-se transformar pelo amor sempre fiel de Deus e produzir os frutos bons que Deus aprecia – a justiça, o direito, o respeito pelos mandamentos, a fidelidade à Aliança.
No Evangelho, Jesus retoma a imagem da “vinha”. Critica fortemente os líderes judaicos que se apropriaram em benefício próprio da “vinha de Deus” e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a “vinha” vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera.
Na segunda leitura, Paulo exorta os cristãos da cidade grega de Filipos – e todos os que fazem parte da “vinha de Deus” – a viverem na alegria e na serenidade, respeitando o que é verdadeiro, nobre, justo e digno. São esses os frutos que Deus espera da sua “vinha”.



ANTÍFONA DE ENTRADA Cf. Est 4, 17
Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder
e ninguém pode resistir à vossa vontade.
Vós criastes o céu e a terra
e todas as maravilhas que estão sob o firmamento.
Vós sois o Senhor do universo.



ORAÇÃO DA COLETA
Deus todo-poderoso e eterno,
que, na abundância do vosso amor,
cumulais de bens os que Vos imploram,
muito além dos seus méritos e desejos,
pela vossa misericórdia,
libertai a nossa consciência de toda a inquietação
e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Is 5, 1-7
«A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel»

Esta primeira leitura ajuda-nos a compreender depois a do Evangelho, que nos vai falar dos vinhateiros homicidas. A vinha de que uma e outra leitura nos fala é a casa de Israel, o povo de Deus. O Senhor cuida deste povo como o bom agricultor cuida das suas vinhas. Mas este povo nem sempre correspondeu ao carinho que o Senhor teve para com ele.


Leitura do Livro de Isaías
Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar. Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços. E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? Quando eu esperava que viesse a dar uvas, porque é que apenas produziu agraços? Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva. A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida. Ele esperava retidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror.
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 79 (80), 9.12.13-14.15-16.19-20
(R. Is 5, 7a)
Refrão: A vinha do Senhor é a casa de Israel. Repete-se

Arrancastes uma videira do Egito,
expulsastes as nações para a transplantar.
Estendia até ao mar as suas vergônteas
e até ao rio os seus rebentos.
(Refrão)

Porque lhe destruístes a vedação,
de modo que a vindime
quem quer que passe pelo caminho?
Devastou-a o javali da selva
e serviu de pasto aos animais do campo.
(Refrão)

Deus dos Exércitos, vinde de novo,
olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.
Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,
o rebento que fortalecestes para Vós.
(Refrão)

Não mais nos apartaremos de Vós:
fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.
Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar,
iluminai o vosso rosto e seremos salvos. 
(Refrão)



LEITURA II Filip 4, 6-9
«Ponde isto em prática e o Deus da paz estará convosco»

No meio de todos os valores deste mundo, que realmente o sejam, os cristãos não devem ter medo de os apreciar e deles se servirem. Tudo são dons do Deus da paz, Criador e Senhor de todos eles. Assim respondia o Apóstolo aos primeiros cristãos que viviam no meio dos pagãos e não sabiam, por vezes, como haviam de proceder em relação aos valores que encontravam na civilização deles.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e ações de graças. E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.
Palavra do Senhor.



ALELUIA cf. Jo 15, 16
Refrão: Aleluia. Repete-se
Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto
e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor. Refrão



EVANGELHO Mt 21, 33-43
«Arrendará a vinha a outros vinhateiros»

Usando a mesma comparação que já encontrámos na primeira leitura, Jesus como que faz o julgamento do seu povo, que, no fim de ter sido, já tantas vezes, infiel a Deus ao longo do Antigo Testamento, agora O rejeita a Ele, o próprio Filho que Deus lhe enviou. O resultado será que outros virão a aproveitar do dom que eles rejeitaram. Foi assim que os pagãos, estranhos até então ao povo de Deus, vieram a entrar no seu povo, a Igreja de Cristo, a que hoje pertencemos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos».
Palavra da salvação.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Irmãos e irmãs: Unidos a Cristo, como as vides ligadas à cepa, que as faz viver, peçamos ao Senhor a graça de dar fruto abundante, dizendo (ou: cantando), com fé e humildade: 

R. Abençoai, Senhor, o vosso povo. 
Ou: Ouvi, Senhor, a nossa oração. 
Ou: Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor. 

1. Pelos cristãos da nossa Diocese de N., para que sejam verdadeiros, justos e puros, e ponham em prática o que escutaram na Palavra, oremos. 

2. Pelos governantes dos países mais poderosos, para que assegurem a paz entre as nações e edifiquem um mundo novo aberto a Cristo, oremos. 

3. Pelo povo de Israel, vinha de Deus, plantada de cepas escolhidas, para que descubra em Jesus o Salvador, oremos. 

4. Pelos estudantes que iniciaram um novo ano, para que o estudo dedicado e persistente lhes obtenha grandes alegrias, oremos. 

5. Por nós próprios e pela nossa comunidade (paroquial), para que o Espírito Santo nos ensine a orar, a suplicar e a dar graças, oremos.
 
(Outras intenções: escolas cristãs, professores, catequistas; nossos defuntos...). 
Senhor, Deus do universo, olhai dos Céus e vede esta vinha que a vossa mão direita plantou e fazei-nos encontrar na Eucaristia a seiva que nos faz produzir frutos de vida eterna. Por Cristo Senhor nosso.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, o sacrifício
que Vós mesmo nos mandastes oferecer
e, por estes sagrados mistérios que celebramos,
confirmai em nós a obra da redenção.
Por Cristo nosso Senhor.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lm 3, 25
O Senhor é bom para quem n’Ele confia, para a alma que O procura.

Ou: Cf. 1Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo,
nós que participamos do mesmo pão e do mesmo cálice.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso,
que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede,
fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
nos transformemos n’Aquele que recebemos.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

 

      DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM      
 -   ANO - A   -   27/09/2026:


Tema do 26.º Domingo do Tempo Comum:



A liturgia do
25º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir um Deus cujos caminhos e cujos pensamentos estão acima dos caminhos e dos pensamentos dos homens, quanto o céu está acima da terra. Sugere-nos, em consequência, a renúncia aos esquemas do mundo e a conversão aos esquemas de Deus.
A primeira leitura pede aos crentes que voltem para Deus. “Voltar para Deus” é um movimento que exige uma transformação radical do homem, de forma a que os seus pensamentos e acções reflictam a lógica, as perspectivas e os valores de Deus.
O Evangelho diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de um cristão (Paulo) que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e aos esquemas de egoísmo e de comodismo, e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projecto.



ANTÍFONA DE ENTRADA Dn 3, 31.29.30.43.42
Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes.
Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos.
Mas para glória do vosso nome,
mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor nosso Deus, que dais a maior prova do vosso poder
quando perdoais e Vos compadeceis,
derramai sobre nós a vossa graça,
para que, correndo prontamente para os bens prometidos,
nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Ez 18, 25-28
«Quando o pecador se afastar do mal, salvará a sua vida»

A liturgia da palavra deste domingo vai insistir na sinceridade profunda do coração e na resposta autêntica e prática que ele dá ou não à palavra de Deus. A todo o momento, logo que o homem se converter a essa palavra e por ela orientar a sua vida, logo o Senhor o acolherá. Deus não é de vinganças; é sim salvador.


Leitura da Profecia de Ezequiel
Eis o que diz o Senhor: «Vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto? Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por causa do mal cometido. Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida. Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, há de viver e não morrerá».
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 24 (25), 4-5.6-7.8-9 (R. 6a)
Refrão: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa misericórdia. Repete-se

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador:
em vós espero sempre. 
(Refrão)

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Não recordeis as minhas faltas
e os pecados da minha juventude.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor. 
(Refrão)

O Senhor é bom e recto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.
(Refrão)



LEITURA II – Forma longa Filip 2, 1-11
«Tende os mesmos sentimentos de Cristo Jesus»

Para incutir nos cristãos sentimentos de união e de perdão mútuo, S. Paulo não encontra melhor maneira do que lembrar-lhes os sentimentos de Jesus Cristo, manifestados na sua Paixão. A leitura é, na segunda parte, um verdadeiro hino pascal, talvez mesmo um hino das primeiras gerações cristãs para celebrar o mistério pascal do Senhor, incluído depois por S. Paulo nesta sua carta. É uma passagem da Sagrada Escritura que não pode ser ignorada pelo comum dos cristãos.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, então completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros. Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. Ele, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.



LEITURA II – Forma breve Filip 2, 1-5
«Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus»


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, então completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros. Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus.
Palavra do Senhor.



ALELUIA Jo 10, 27
Refrão: Aleluia. Repete-se
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão



EVANGELHO Mt 21, 28-32
«Arrependeu-se e foi. Os publicanos e as mulheres de má vida
irão adiante de vós para o reino de Deus»

Enquanto a palavra de Deus não descer ao coração do homem e o tocar e o converter, não são as palavras, mesmo santas, que lhe saem da boca que o fazem entrar no reino de Deus. Mas, logo que o coração estiver convertido e voltado para Deus, logo o Senhor o acolhe e o recebe como um pai. É que os caminhos de Deus não são como os dos homens.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Batista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».
Palavra da salvação.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai, que está perto de quantos O invocam e é misericordioso para com todos, e supliquemos confiadamente, dizendo (ou: cantando): 

R. Escutai, Senhor, a oração do vosso povo. 
Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor. 
Ou: Ouvi, Senhor, a nossa oração. 

1. Para que a palavra de Deus ilumine a santa Igreja, e, em todas as horas da tarde e da manhã, haja quem trabalhe na vinha do Senhor, oremos. 

2. Para que os responsáveis pela economia mundial não se fechem às necessidades de ninguém, mas defendam os direitos dos mais pobres, oremos. 

3. Para que todos os cidadãos tenham emprego, os camponeses tempo favorável às colheitas, e cada família uma digna habitação, oremos. 

4. Para que as nossas aldeias, vilas e cidades, sejam lugares de convivência e amizade, onde se invoque o Senhor e haja paz, oremos. 

5. Para que os membros da nossa assembleia dominical sintam gosto em trabalhar no serviço do Evangelho e encham o coração com os seus valores, oremos.

(Outras intenções: os que vão iniciar este novo ano escolar; as iniciativas pastorais da nossa diocese...). 
Senhor, nosso Deus, cujos pensamentos e caminhos estão muito acima dos nossos, fazei que a palavra de Jesus nos desperte para o trabalho da sua vinha.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Deus de misericórdia,
aceitai esta nossa oblação
e fazei que, por ela, se abra para nós
a fonte de todas as bênçãos.
Por Cristo nosso Senhor.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Cf. Sl 118, 49-50
Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo.
A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

Ou: 1Jo 3, 16

Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós;
também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Fazei, Senhor, que este sacramento celeste
renove a nossa alma e o nosso corpo,
para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte,
possamos tomar parte na sua herança gloriosa.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.