quinta-feira, 19 de março de 2026

         DOMINGO   V    -    QUARESMA          
 -  ANO A   -   22/03/2026: 



Tema do 5.º Domingo da Quaresma:


Na quinta etapa do nosso caminho quaresmal, a Palavra de Deus continua a desafiar-nos à conversão, ao reencontro com Deus, à vida nova. Este é o tempo de desatar os nós que nos prendem à morte, de sair dos cantos sombrios do nosso comodismo e de abraçar aquela oferta irrecusável de vida que Deus insistentemente nos faz.

Na primeira leitura, através da voz profética de Ezequiel, Javé promete aos habitantes de Judá exilados numa terra estrangeira, desesperados e sem futuro, uma vida nova. “Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo” – diz-lhes Deus. O desígnio de Deus para os seus queridos filhos é e sempre será um desígnio de vida; por isso, Ele nunca deixará de vir ao encontro do seu povo e de o guiar, pela sua própria mão, até às fontes da vida eterna.

Evangelho oferece-nos – a partir da história de um amigo de Jesus chamado Lázaro – uma magnífica catequese sobre o projeto de vida que Deus tem para o homem. Diz-nos que Jesus veio ao nosso encontro, enviado por Deus, para nos oferecer uma vida que a morte nunca poderá vencer. Àqueles que manifestam interesse em acolher essa vida, Jesus garante-lhes: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá”. Chegamos à vida se ousarmos seguir atrás de Jesus, como discípulos.

Na segunda leitura o apóstolo Paulo convida os cristãos de Roma – e os discípulos de Jesus de todos os tempos e lugares – a relembrarem o compromisso que assumiram no dia do seu batismo e a viverem sob o domínio “do Espírito”. Aqueles que escolheram Cristo e que vivem no Espírito, pertencem a Deus e integram a família de Deus. Estão destinados à vida eterna, à vida plena e verdadeira.



ANTÍFONA DE ENTRADA Cf. Sl 42, 1-2
Fazei-me justiça, meu Deus,
defendei a minha causa contra a gente sem piedade,
livrai-me do homem desleal e perverso. Vós sois o meu refúgio.


Não se diz o Glória.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça
de viver com alegria o mesmo espírito de caridade
que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Ez 37, 12-14
«Infundirei em vós o meu espírito e revivereis»

Depois de ter passado diante dos olhos, nos domingos anteriores, a história da salvação, no Antigo Testamento, através de alguns momentos mais significativos dessa história, chegamos hoje aos profetas. Eles são os homens que nos ensinam a interiorizar essa história e a apreender-lhe o sentido profundo. Toda ela se encaminha para Jesus Cristo, para a sua Ressurreição, que hoje é anunciada no Evangelho com a ressurreição de Lázaro. Por meio do profeta, Deus promete-nos o seu Espírito, que é em nós o princípio e a fonte da Ressurreição.


Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim fala o Senhor Deus: «Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 129 (130),1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7)
Refrão: No Senhor está a misericórdia
e abundante redenção. Repete-se

Ou:

Refrão: No Senhor está a misericórdia,
no Senhor está a plenitude da redenção. Repete-se

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica. 
(Refrão)

Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para Vos servirmos com reverência. 
(Refrão)

Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor
mais do que as sentinelas pela aurora. 
(Refrão)

Porque no Senhor está a misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há de libertar Israel
de todas as suas faltas. 
(Refrão)



LEITURA II Rm 8, 8-11
«O Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos
habita em vós»

O Espírito de Deus é Quem dá a vida. Foi pelo Espírito de Deus que Jesus ressuscitou; é pelo Espírito que Deus nos dá a sua vida e nos ressuscita com Jesus, seu Filho. Mas para isso é preciso que o Espírito de Deus habite em nós.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos: Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não Lhe pertence. Se Cristo está em vós, embora o vosso corpo seja mortal por causa do pecado, o espírito permanece vivo por causa da justiça. E se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós.
Palavra do Senhor.



ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Jo 11, 25a.26
Refrão: Louvor e Glória a Vós, Jesus Cristo, Senhor. Repete-seR01;

Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor.
Quem acredita em Mim não morrerá para sempre. Refrão



EVANGELHO – Forma longa Jo 11, 1-45
«Eu sou a ressurreição e a vida»

A ressurreição de Lázaro é a terceira das três leituras evangélicas especialmente importantes na caminhada quaresmal. Catecúmenos e fiéis preparam-se para celebrar o Mistério da Páscoa, da Morte e Ressurreição do Senhor, e assim nelas participar. A Vida está em Deus, e vem a nós em seu Filho, Jesus Cristo. Ele é a Vida. Jesus morreu por nós; nós morreremos n’Ele e com Ele. Mas Jesus passou da Morte à Vida; ressuscitou. Ele próprio é a Ressurreição. N’Ele e com Ele nós ressuscitamos. É a grande mensagem desta leitura, que nos coloca assim na perspectiva pascal.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, estava doente certo homem, Lázaro de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Era seu irmão Lázaro que estava doente. As irmãs mandaram então dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». Ouvindo isto, Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». Os discípulos disseram-Lhe: «Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te e voltas para lá?». Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas, se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo». Dito isto, acrescentou: «O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo». Disseram então os discípulos: «Senhor, se dorme, estará salvo». Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente: «Lázaro morreu; por vossa causa, alegro-Me de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas, vamos ter com ele». Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele». Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim não morrerá para sempre. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está ali e manda-te chamar». Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar. Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido». Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou: «Onde o pusestes?». Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?». Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?». Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.
Palavra da salvação.



EVANGELHO – Forma breve Jo 11, 3-7.17.20-27.33b-45
«Eu sou a ressurreição e a vida»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». Ouvindo isto, Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». Ao chegar lá, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim não morrerá para sempre. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Jesus comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou: «Onde o pu­sestes?». Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?». Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?». Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.
Palavra da salvação.


Diz-se o Credo.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)

Quando não se faz o segundo escrutínio dos catecúmenos 

Irmãs e irmãos em Cristo: Nós sabemos que a luz do mundo é Jesus Cristo, que deu vista ao cego de nascença e quer iluminar todos os homens. Peçamos a sua luz para a Igreja, para o mundo e para cada um de nós, dizendo (ou: cantando): 

R. Renovai-nos, Senhor, no vosso Espírito. 
Ou: Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Iluminai, Senhor, o nosso coração. 

1. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito ao nosso Bispo N., aos presbíteros e aos diáconos e os ensine a ver mais além das aparências, oremos. 

2. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito a todos os responsáveis deste mundo, e eles descubram os caminhos da concórdia, oremos. 

3. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito aos que andam envolvidos pelo mal e os conduza como um pastor ao seu rebanho, oremos. 

4. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito aos cegos, aos doentes e aos que não crêem, e todos cheguem a ver n’Ele o Salvador, oremos. 

5. Para que o Senhor nos dê a luz do seu Espírito, nos ensine a procurar o que Lhe agrada e nos reúna a todos no seu reino, oremos. 

(Outras intenções: crianças que vão ser baptizadas na Páscoa, seus pais e padrinhos...). 
Senhor, nosso Deus, dai-nos a graça de reconhecer no vosso Filho Aquele que é a verdadeira luz do mundo e iluminai os corações dos que não crêem com a palavra e os sinais do Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.



Quando se faz o terceiro escrutínio dos catecúmenos 

Irmãos e irmãs: Oremos por estes eleitos de Deus, para que, ao tornarem-se semelhantes a Cristo na morte e na ressurreição, alcancem a vitória sobre o pecado pela graça dos sacramentos, e digamos (ou: e cantemos), confiadamente: 

R. Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Ouvi, Senhor, as nossas súplicas. 
Ou: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos. 

1. Para que estes eleitos sejam fortes na fé contra os enganos do mundo e acreditem que Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, oremos. 

2. Para que se mostrem agradecidos a Deus, que os escolheu, lhes deu a conhecer a esperança da vida eterna e os introduziu no caminho da salvação, oremos. 

3. Para que, pelo exemplo e intercessão daqueles catecúmenos que derramaram o seu sangue por Cristo, sintam cada vez mais firme a esperança da vida eterna, oremos. 

4. Para que todos detestem o pecado, que destrói a vida, descubram em Cristo o Filho de Deus que os salva e de hoje em diante vivam apenas para Deus, oremos. 

5. Para que aqueles que estão tristes e inconsoláveis, pela morte dos seus familiares, encontrem em Cristo a sua consolação, oremos. 

(Quando, após a despedida dos catecúmenos, se omite a Oração Universal, acres- centam-se estas preces pela Igreja e pelo mundo). 

6. Para que todos os fiéis da santa Igreja, ao verem chegar as solenidades pascais, tenham a firme esperança de ressuscitar com Cristo, oremos. 

7. Para que os homens e mulheres do mundo inteiro, que Deus criou por amor e quer ver felizes, se renovem continuamente na fé e na caridade, oremos.
 
Segue-se a oração do exorcismo, como vem no RICA, p. 106-107



Quando não se faz o terceiro escrutínio dos catecúmenos
 
Caríssimos irmãos e irmãs: Por Jesus Cristo, vencedor da morte, oremos a Deus, que é a vida do mundo e ressuscita os mortos pela força do Espírito, dizendo (ou: cantando), com fé: 

R. Christe, eléison. 
Ou: Ouvi, Senhor, as nossas súplicas. 
Ou: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos. 

1. Pelos fiéis e pelos pastores da santa Igreja, para que professem a fé em Jesus Cristo, que os ressuscitou e lhes deu a sua vida, oremos. 

2. Pelos cristãos que vivem à maneira dos pagãos, para que o Senhor os arranque dos seus túmulos e os liberte dos enganos do Demónio, oremos. 

3. Pelos eleitos que se preparam para o Baptismo, para que, uma vez ressuscitados de entre os mortos, sejam sempre conduzidos pelo Espírito, oremos. 

4. Pelos doentes, os deprimidos e os moribundos, para que o mistério da cruz os fortaleça, os alivie, os reanime e lhes dê esperança, oremos. 

5. Por todos aqueles que entre nós estão de luto, para que Jesus Cristo, ressurreição e vida dos fiéis, lhes encha o coração da sua paz, oremos. 

(Outras intenções: acontecimentos nacionais importantes; defuntos...). 
Senhor, nosso Deus, que vencestes a morte e o abismo ao ressuscitar o vosso Filho, libertai-nos dos pecados que nos prendem, pois Vós sois o Deus da Vida. Por Cristo, nosso Senhor.




ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Ouvi-nos, Deus todo-poderoso,
e, pela virtude deste sacrifício,
purificai os vossos servos,
a quem destes as primícias da fé cristã.
Por Cristo nosso Senhor.


Quando não se lê o Evangelho de Lázaro, diz-se o Prefácio I ou II da Quaresma.

Prefácio A ressurreição de Lázaro
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por nosso Senhor Jesus Cristo.
Como verdadeiro homem, Ele chorou pelo seu amigo Lázaro;
como Deus eterno, ressuscitou-o do túmulo;
compadecido da humanidade,
fez-nos passar da morte à vida, mediante os sacramentos pascais.
Por Ele, a multidão dos anjos adora a vossa majestade
e exulta eternamente na vossa presença.
Permiti que nos associemos às suas vozes,
dizendo (cantando) com alegria:
Santo, Santo, Santo.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Quando se lê o Evangelho de Lázaro: Cf. Jo 11, 26

Aquele que vive e crê em Mim não morrerá para sempre, diz o Senhor.


Quando se lê o Evangelho da mulher adúltera: Jo 8, 10-11

Mulher, ninguém te condenou? Ninguém, Senhor.
Nem Eu te condeno. Vai em paz e não tornes a pecar.


Quando se lê outro Evangelho: Jo 12, 24-25

Em verdade vos digo:
se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só;
mas se morrer, dá fruto abundante.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso, concedei-nos a graça
de sermos sempre contados entre os membros de Cristo,
nós que comungámos o seu Corpo e Sangue.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.



ORAÇÃO SOBRE O POVO
Abençoai, Senhor, este povo
que espera confiadamente na vossa misericórdia
e fazei que receba abundantemente o que por vossa inspiração deseja.
Por Cristo nosso Senhor.








quarta-feira, 11 de março de 2026

         DOMINGO   IV   -    QUARESMA          
 -  ANO A   -   15/03/2026: 



Tema do 4.º Domingo da Quaresma:



Como podemos construir uma existência que faça sentido e que não corra o risco de fracassar? Sobre que valores devemos assentar a construção do edifício da nossa vida? As leituras que a liturgia nos convida a escutar no
quarto domingo da Quaresma respondem a estas questões. Convidam-nos a confiar completamente em Deus e a colocar n’Ele – e só n’Ele – a nossa esperança; desafiam-nos a seguir atrás de Jesus e a viver ao seu estilo.
Na primeira leitura, o profeta Sofonias deixa aos seus contemporâneos um convite a viverem como humildes e pobres. Os “pobres” são aqueles que, não possuindo bens materiais nem seguranças humanas, tendem a depositar toda a sua confiança e esperança em Deus; são aqueles que encontram em Deus refúgio, conforto e felicidade. Eles são os preferidos de Deus. Deus cuidará deles e acompanhá-los-á em cada passo do caminho que percorrem.
Na segunda leitura, o apóstolo Paulo pede aos cristãos de Corinto que não apostem na sabedoria humana como caminho para construir uma vida com sentido. Paulo propõe-lhes, em contrapartida, que acolham a “loucura da cruz” e que optem por seguir Jesus incondicionalmente, vivendo ao seu estilo, abraçando os valores que Ele abraçou, percorrendo com Ele o caminho do amor e do dom da vida. É aí que está a verdadeira sabedoria, a sabedoria que conduz à salvação e à vida plena.
No Evangelho Jesus apresenta a magna carta do Reino de Deus. Recuperando uma linguagem frequente na tradição bíblica e judaica, Jesus apresenta oito “bem-aventuranças”, oito portas para entrar na comunidade do Reino de Deus, oito propostas que definem o estilo de vida que os seus seguidores devem adotar, oito “apontadores” que mostram como construir uma vida feliz e com sentido. Nas oito bem-aventuranças, Jesus oferece aos seus discípulos um resumo perfeito do seu Evangelho.


ANTÍFONA DE ENTRADA Cf. Is 66, 10-11
Alegra-te, Jerusalém; rejubilai, todos os seus amigos.
Exultai de alegria, todos vós que participastes no seu luto
e podereis beber e saciar-vos na abundância das suas consolações.



Não se diz o Glória.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor nosso Deus, que, pelo vosso Verbo,
realizais admiravelmente a reconciliação do género humano,
concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso,
a fim de caminhar alegremente
para as próximas solenidades pascais.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I 1 Sm 16, 1b.6-7.10-13a
David é ungido rei de Israel.

Continuamos a ler, como primeira leitura dos domingos da Quaresma, algumas das passagens mais significativas da história da salvação do Antigo Testamento, para assim compreendermos melhor como a Páscoa de Jesus é o ponto culminante de toda essa história. Hoje lemos a unção de David como rei de Israel. David é um antepassado de Jesus, a quem foi feita a promessa de que um descendente seu seria o grande Rei do povo de Deus. Jesus é esse Rei, Filho de David, mas ao mesmo tempo, Filho de Deus, como Ele próprio Se revela no Evangelho. É Ele que vem para conduzir os homens, como seu Pastor, até ao Pai.


Leitura do Primeiro Livro de Samuel
Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel: «Enche a âmbula de óleo e parte. Vou enviar-te a Jessé de Belém, pois escolhi um rei entre os seus filhos». Quando chegou, Samuel viu Eliab e pensou consigo: «Certamente é este o ungido do Senhor». Mas o Senhor disse a Samuel: «Não te impressiones com o seu belo aspecto, nem com a sua elevada estatura, pois não foi esse que Eu escolhi. Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração». Jessé fez passar os sete filhos diante de Samuel, mas Samuel declarou-lhe: «O Senhor não escolheu nenhum destes». E perguntou a Jessé: «Estão aqui todos os teus filhos?». Jessé respondeu-lhe: «Falta ainda o mais novo, que anda a guardar o rebanho». Samuel ordenou: «Manda-o chamar, porque não nos sentaremos à mesa, enquanto ele não chegar». Então Jessé mandou-o chamar: era ruivo, de belos olhos e agradável presença. O Senhor disse a Samuel: «Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo». Samuel pegou na âmbula do óleo e ungiu-o no meio dos irmãos. Daquele dia em diante, o Espírito do Senhor apoderou-Se de David.
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)

Refrão: O Senhor é meu pastor: nada me faltará. Repete-se

Ou: 

Refrão: O Senhor me conduz: nada me faltará. Repete-se

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. 

(Refrão)

Ele me guia por sendas direitas
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança.
(Refrão)

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e meu cálice transborda.
(Refrão)

A bondade e a graça hão de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.
(Refrão)



LEITURA II Ef 5, 8-14
«Desperta e levanta-te do meio dos mortos, e Cristo brilhará sobre ti»

Este é o Domingo da luz, da iluminação. Essa luz é Cristo, como se diz no final da leitura, numa passagem que é talvez parte de um hino cristão primitivo. O Batismo é o sacramento da iluminação, da fé, que havemos de professar, de novo, na Vigília Pascal. Se na nossa comunidade houver catecúmenos (que nesta altura, já serão “eleitos”), eles nos ajudarão a sentir como se deve olhar para o batismo como o momento da “iluminação”, conforme os antigos lhe chamavam.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios
Irmãos: Outrora vós éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz, porque o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade. Procurai sempre o que mais agrada ao Senhor. Não tomeis parte nas obras das trevas, que nada trazem de bom; tratai antes as denunciar abertamente, porque o que eles fazem em segredo até é vergonhoso dizê-lo. Mas todas as coisas que são condenadas são postas a descoberto pela luz, e tudo o que assim se manifesta torna-se luz. É por isso que se diz: «Desperta, tu que dormes; levanta-te do meio dos mortos e Cristo brilhará sobre ti».
Palavra do Senhor.



ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Jo 8, 12
Refrão: Glória a Vós, Jesus Cristo, Palavra do Pai. Repete-se

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue terá a luz da vida. Refrão



EVANGELHO – Forma longa Jo 9, 1-41
«Eu fui, lavei-me e comecei a ver»

Jesus, que no domingo anterior Se revelou como Aquele que dá a água da vida, revela-Se hoje como a luz que ilumina o homem. O cego de nascença é figura de toda a humanidade, que tacteia, neste mundo, como que às apalpadelas, a caminho da vida, caminho que só Deus lhe pode desvendar. O Batismo é o banho que ilumina, porque nos faz mergulhar em Cristo que é a luz. Os antigos chamavam justamente ao Batismo a “iluminação”.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus encontrou no seu caminho um cego de nascença. Os discípulos perguntaram-Lhe: «Mestre, quem é que pecou para ele nascer cego? Ele ou os seus pais?». Jesus respondeu-lhes: «Isso não tem nada que ver com os pecados dele ou dos pais; mas aconteceu assim para se manifestarem nele as obras de Deus. É preciso trabalhar, enquanto é dia, nas obras d’Aquele que Me enviou. Vai chegar a noite, em que ninguém pode trabalhar. Enquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo». Dito isto, cuspiu em terra, fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego. Depois disse-lhe: «Vai lavar-te à piscina de Siloé»; Siloé quer dizer «Enviado». Ele foi, lavou-se e ficou a ver. Entretanto, perguntavam os vizinhos e os que antes o viam a mendigar: «Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?». Uns diziam: «É ele». Outros afirmavam: «Não é. É parecido com ele». Mas ele próprio dizia: «Sou eu». Perguntaram-lhe então: «Como foi que se abriram os teus olhos?». Ele respondeu: «Esse homem, que se chama Jesus, fez um pouco de lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: ‘Vai lavar-te à piscina de Siloé’. Eu fui, lavei-me e comecei a ver». Perguntaram-lhe ainda: «Onde está Ele?». O homem respondeu: «Não sei». Levaram aos fariseus o que tinha sido cego. Era sábado esse dia em que Jesus fizera lodo e lhe tinha aberto os olhos. Por isso, os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Ele declarou-lhes: «Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo». Diziam alguns dos fariseus: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado». Outros observavam: «Como pode um pecador fazer tais milagres?». E havia desacordo entre eles. Perguntaram então novamente ao cego: «Tu que dizes d’Aquele que te deu a vista?». O homem respondeu: «É um profeta». Os judeus não quiseram acreditar que ele tinha sido cego e começara a ver. Chamaram então os pais dele e perguntaram-lhes: «É este o vosso filho? É verdade que nasceu cego? Como é que ele agora vê?». Os pais responderam: «Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego; mas não sabemos como é que ele agora vê, nem sabemos quem lhe abriu os olhos. Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós». Foi por medo que eles deram esta resposta, porque os judeus tinham decidido expulsar da sinagoga quem reconhecesse que Jesus era o Messias. Por isso é que disseram: «Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós». Os judeus chamaram outra vez o que tinha sido cego e disseram-lhe: «Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é pecador». Ele respondeu: «Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo». Perguntaram-lhe então: «Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?». O homem replicou: «Já vos disse e não destes ouvidos. Porque desejais ouvi-lo novamente? Também quereis fazer-vos seus discípulos?». Então insultaram-no e disseram-lhe: «Tu é que és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés. Nós sabemos que Deus falou a Moisés; mas este, nem sabemos de onde é». O homem respondeu-lhes: «Isto é realmente estranho: não sabeis de onde Ele é, mas a verdade é que Ele me deu a vista. Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade. Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se Ele não viesse de Deus, nada podia fazer». Replicaram-lhe então eles: «Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?». E expulsaram-no. Jesus soube que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do homem?». Ele respondeu-Lhe: «Quem é, Senhor, para que eu acredite n'Ele?». Disse-lhe Jesus: «Já O viste: é quem está a falar contigo». O homem prostrou-se diante de Jesus e exclamou: «Eu creio, Senhor». Então Jesus disse: «Eu vim a este mundo para exercer um juízo: os que não veem ficarão a ver; os que veem ficarão cegos». Alguns fariseus que estavam com Ele, ouvindo isto, perguntaram-Lhe: «Nós também somos cegos?». Respondeu-lhes Jesus: «Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas como agora dizeis: ‘Nós vemos’, o vosso pecado permanece».
Palavra da salvação.



EVANGELHO – Forma breve Jo 9, 1.6-9.13-17.34-38
«Eu fui, lavei-me e comecei a ver»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus encontrou no seu caminho um cego de nascença. Cuspiu em terra, fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego. Depois disse-lhe: «Vai lavar-te à piscina de Siloé»; Siloé quer dizer «Enviado». Ele foi, lavou-se e começou a ver. Entretanto, perguntavam os vizinhos e os que o viam a mendigar: «Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?». Uns diziam: «É ele». Outros afirmavam: «Não é. É parecido com ele». Mas ele próprio dizia: «Sou eu». Levaram aos fariseus o que tinha sido cego. Era sábado esse dia em que Jesus fizera lodo e lhe tinha aberto os olhos. Por isso, os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Ele declarou-lhes: «Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo». Diziam alguns dos fariseus: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado». Outros observavam: «Como pode um pecador fazer tais milagres?». E havia desacordo entre eles. Perguntaram então novamente ao cego: «Tu que dizes d’Aquele que te deu a vista?». O homem respondeu: «É um profeta». Replicaram-lhe então eles: «Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?». E expulsaram-no. Jesus soube que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do homem?». Ele respondeu-Lhe: «Quem é, Senhor, para que eu acredite n'Ele?». Disse-lhe Jesus: «Já O viste: é quem está a falar contigo». O homem prostrou-se diante de Jesus e exclamou: «Eu creio, Senhor».
Palavra da salvação.



Diz-se o Credo.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)

Quando se faz o segundo escrutínio dos catecúmenos 

Caríssimos cristãos: Assim como Cristo deu vista ao cego de nascença, também Deus chama estes eleitos à sua luz. Oremos para que sejam santos e dêem testemunho da palavra do Senhor, fonte de vida eterna, dizendo (ou: cantando): 

R. Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Renovai-nos, Senhor, no vosso Espírito. 
Ou: Iluminai, Senhor, o nosso coração. 

1. Para que estes eleitos ponham a sua confiança na luz e na verdade de Cristo e alcancem a liberdade de espírito e de coração, oremos. 

2. Para que, contemplando a sabedoria da cruz, encontrem a sua glória em Deus, que confunde a sabedoria deste mundo, oremos. 

3. Para que a força do Espírito Santo os liberte dos laços que os prendem e os faça passar do temor à confiança, oremos. 

4. Para que se tornem homens e mulheres espirituais, que em tudo procuram o que é justo e santo e peçam a Deus que lhes dê a luz da fé, oremos. 

5. Para que todos os que são perseguidos por causa do nome de Cristo sintam a sua ajuda e protecção, oremos. 

(Quando, após a despedida dos catecúmenos, se omite a Oração Universal, acrescentam-se estas preces pela Igreja e pelo mundo). 

6. Para que todos os homens descubram que o Pai os ama, e cheguem à plena liberdade de espírito na Igreja, oremos. 7. Para que todos nós, presentes no meio do mundo, permaneçamos fiéis ao espírito do Evangelho, oremos. 

Segue-se a oração do exorcismo, como vem no RICA, p. 102.


Quando não se faz o segundo escrutínio dos catecúmenos 

Irmãs e irmãos em Cristo: Nós sabemos que a luz do mundo é Jesus Cristo, que deu vista ao cego de nascença e quer iluminar todos os homens. Peçamos a sua luz para a Igreja, para o mundo e para cada um de nós, dizendo (ou: cantando): 

R. Renovai-nos, Senhor, no vosso Espírito. 
Ou: Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Iluminai, Senhor, o nosso coração. 

1. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito ao nosso Bispo N., aos presbíteros e aos diáconos e os ensine a ver mais além das aparências, oremos. 

2. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito a todos os responsáveis deste mundo, e eles descubram os caminhos da concórdia, oremos. 

3. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito aos que andam envolvidos pelo mal e os conduza como um pastor ao seu rebanho, oremos. 

4. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito aos cegos, aos doentes e aos que não crêem, e todos cheguem a ver n’Ele o Salvador, oremos. 

5. Para que o Senhor nos dê a luz do seu Espírito, nos ensine a procurar o que Lhe agrada e nos reúna a todos no seu reino, oremos. 

(Outras intenções: crianças que vão ser baptizadas na Páscoa, seus pais e padrinhos ...). 
Senhor, nosso Deus, dai-nos a graça de reconhecer no vosso Filho Aquele que é a verdadeira luz do mundo e iluminai os corações dos que não crêem com a palavra e os sinais do Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Ao apresentarmos com alegria estes dons de vida eterna,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
a graça de os venerar com verdadeira fé
e de os oferecer dignamente pela salvação do mundo.
Por Cristo nosso Senhor.

Quando não se lê o Evangelho do cego de nascença, diz-se o Prefácio I ou II da Quaresma.

Prefácio O cego de nascença
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por nosso Senhor Jesus Cristo.
Pelo mistério da Encarnação,
Ele iluminou o género humano,
que vivia nas trevas,
para o reconduzir à luz da fé,
e, pela regeneração do Batismo,
libertou os que nasciam na escravidão do antigo pecado,
para os tornar seus filhos adotivos.
Por isso, todas as criaturas, no céu e na terra,
Vos adoram cantando um cântico novo.
E também nós, com todos os coros dos anjos,
proclamamos a vossa glória,
dizendo (cantando) numa só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hossana nas alturas.
Bendito O que vem em nome do Senhor.
Hossana nas alturas.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Quando se lê o Evangelho do cego de nascença: Cf. Jo 9, 11.38

O Senhor ungiu os meus olhos.
Eu fui lavar-me, comecei a ver e acreditei em Deus.


Quando se lê o Evangelho do filho pródigo: Lc 15, 32

Alegra-te, meu filho, porque o teu irmão estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi encontrado.


Quando se lê outro Evangelho: Cf. Sl 121, 3-4

Jerusalém, cidade de Deus, para ti sobem as tribos do Senhor,
para celebrar o seu santo nome.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor nosso Deus,
luz de todo o homem que vem a este mundo,
iluminai os nossos corações com o esplendor da vossa graça,
para que pensemos sempre no que Vos é agradável
e Vos amemos de todo o coração.
Por Cristo nosso Senhor.



ORAÇÃO SOBRE O POVO
Defendei, Senhor, os fiéis que Vos suplicam,
fortalecei os fracos
e iluminai sempre com a vossa luz vivificante
os que vivem ainda nas trevas desta vida mortal;
concedei benigno que, livres de todos os males,
alcancem um dia os bens supremos.
Por Cristo nosso Senhor.