segunda-feira, 29 de dezembro de 2025


     Solenidade  -  Santa Maria, Mãe de Deus     
D DIA MUNDIAL DA PAZ   
 -  Ano C  -  01/01/2026: 




Tema da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus:


Oito dias depois da celebração do Natal de Jesus, a liturgia convida-nos a olhar para Maria, a mãe de Deus (“Theotókos”), solenemente designada com este título no Concílio de Éfeso, em 431. Com o seu “sim” tornou possível a presença de Jesus nas nossas vidas e no nosso mundo. 
Mas este dia é também o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada que queremos percorrer de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que nos abençoa e que conduzirá os nossos passos, com cuidado de Pai, ao longo deste Ano Novo.
Também celebramos o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, no primeiro dia de cada novo ano, se rezasse pela paz no mundo. Hoje, portanto, pedimos a Deus que nos dê a paz e que faça de cada um de nós testemunha e arauto da reconciliação e da paz.
As leituras que a liturgia deste dia nos propõe abraçam esta diversidade de temas e de evocações.
primeira leitura oferece-nos, através de uma antiga fórmula de bênção, a certeza da presença contínua de Deus ao nosso lado nos caminhos que percorremos todo os dias. Ele será sempre para nós fonte de Vida e de paz.
Na segunda leitura evoca-se o amor e o cuidado de Deus, mil vezes manifestados na história dos homens. Ele enviou o seu Jesus ao nosso encontro para nos libertar da escravidão e para nos tornar seus “filhos”. É nessa situação privilegiada de “filhos” livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-lhe “abbá” (“papá”).
Evangelho mostra como a presença de Deus na nossa história é fonte de alegria e de esperança para todos os homens e mulheres, mas particularmente para os pobres e os marginalizados. Sugere ainda que Maria, a mãe de Jesus, é o modelo do crente que, em silêncio e sem espalhafato, acolhe as propostas de Deus, guarda-as no coração e deixa-se guiar por elas.



ANTÍFONA DE ENTRADA
Salve, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

Ou: Cf. Is 9, 1.5; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor.
O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.
E o seu reino não terá fim.



Diz-se o Glória.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor nosso Deus,
que, pela virgindade fecunda de santa Maria,
destes aos homens a salvação eterna,
fazei-nos sentir a intercessão daquela
que nos trouxe o Autor da vida,
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Num 6, 22-27
«Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei»

Recitada sobre o povo, que se havia reunido para o sacrifício da manhã, esta bênção sacerdotal é um augúrio de paz para os filhos de Israel. Esta «paz», que em si concentra todos os bens, é um dom de Deus. Invadiu o mundo com o Nascimento de Jesus, pois o Salvador, realizando em Si as promessas divinas de salvação, reconciliou-nos com o Pai e estabeleceu relações fraternais entre os homens. Mas esta Paz, que se fundamenta na Paternidade divina, é também uma conquista do homem. Na verdade, a paz, antes de ser uma realidade externa, é uma disposição interior. «Se antes não se travassem guerras em milhões de corações, também se não travariam no campo de batalha». Cada um de nós deve ser, pois, construtor da paz verdadeira.


Leitura do Livro dos Números
O Senhor disse a Moisés: «Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: ‘O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)
Refrão: Deus Se compadeça de nós
e nos dê a sua bênção. Repete-se

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.
Na terra se conhecerão os seus caminhos
e entre os povos a sua salvação.
(Refrão)

Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a terra.
(Refrão)

Os povos Vos louvem, ó Deus,
todos os povos Vos louvem.
Deus nos dê a sua bênção
e chegue o seu temor aos confins da terra. 
(Refrão)



LEITURA II Gal 4, 4-7
«Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher»

O Mistério da Incarnação realiza-se na plenitude dos tempos, no termo duma longa expectativa da humanidade, numa maravilhosa manifestação da benevolência divina. Em Cristo, com efeito, Deus cumula os homens de todas as bênçãos, concedendo-lhes a filiação divina e libertando-os da escravidão da lei mosaica.
Para produzir, porém, este duplo efeito, a Encarnação realiza-se pela via normal dos homens e da lei. Cristo aceita um nascimento humano e a submissão à lei. A lei situa-O na História da Salvação, na História do Seu Povo; Maria situa-O entre os homens, Seus irmãos, que vem libertar e salvar, tornando-os, à Sua semelhança, filhos do Pai.
Maria assume assim um papel insubstituível nesta revelação da Paternidade divina. É a Mãe de Deus, que concebe Seu Filho por obra e graça do Espírito Santo. É a Mãe da Igreja, Corpo de Cristo na terra.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas
Irmãos: Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abá! Pai!». Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.
Palavra do Senhor.



ALELUIA Hebr 1, 1-2
Refrão: Aleluia. Repete-se
Muitas vezes e de muitos modos
falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.
Nestes dias, que são os últimos,
Deus falou-nos por seu Filho. Refrão



EVANGELHO Lc 2, 16-21
«Encontraram Maria, José e o Menino.

E, depois de oito dias, deram-Lhe o nome de Jesus»
De todos aqueles que virão a ser adoptados em Cristo como filhos de Deus, os pastores são os primeiros a receberem a Boa Notícia da Salvação. É, porém, junto de Maria, Sua Mãe, a primeira crente, a totalmente disponível a Deus, que encontram o Salvador e, n’Ele, se encontram com Deus. A intervenção discreta de Maria ajudou-os, na verdade, a descobrir o verdadeiro rosto de Seu Filho.
«A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade, simultaneamente com a Encarnação do Verbo, por disposição da divina providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, a Sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor – Cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa Mãe na ordem da graça» (LG., 61).


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.
Palavra da salvação.



Diz-se o Credo.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Irmãs e irmãos: Invoquemos a intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus, para que nos alcance de seu divino Filho o dom da fé, da unidade e da paz, dizendo (ou: cantando), com alegria: 

R. Rogai por nós. 

Santa Maria, Santa Mãe de Deus, Santa Virgem das Virgens.
R. Rogai por nós. 

Mãe de Cristo, Mãe da divina graça, Mãe do Redentor. 
R. Rogai por nós. 

Virgem pobre e humilde, Filha de Sião, Serva do Senhor. 
R. Rogai por nós. 

Arca da Aliança, Porta do Céu, Estrela da manhã. 
R. Rogai por nós. 

Fonte de beleza, Esplendor da Igreja e Senhora nossa. 
R. Rogai por nós. 

Saúde dos enfermos, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos. 
R. Rogai por nós. 

Rainha do mundo, Rainha do Céu, Rainha da paz. 
R. Rogai por nós. 

(Outras invocações: Rainha das famílias, Rainha dos cristãos, Senhora da alegria). 
Deus, Pai de misericórdia, ouvi as súplicas dos vossos filhos e fazei que, por intercessão da Virgem Maria, nos dediquemos ao serviço do próximo aqui na terra e mereçamos ser recebidos no reino dos Céus. Por Cristo Senhor nosso.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor nosso Deus,
que dais origem a todos os bens
e os levais à sua plenitude,
nós Vos pedimos,
nesta solenidade de santa Maria, Mãe de Deus:
assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça,
tenhamos também a alegria de receber os seus frutos.
Por Cristo nosso Senhor.



PREFÁCIO I DA Virgem Santa Maria 
A Maternidade da Virgem santa Maria

Este prefácio diz-se nas Missas da Virgem santa Maria, especificando no lugar próprio o nome da celebração do dia, como se indica nas respetivas Missas.

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos
na memória (festa – solenidade) da Virgem santa Maria.
Pelo poder do Espírito Santo,
Ela concebeu o vosso Filho unigénito
e, sem perder a glória da sua virgindade,
deu ao mundo a luz eterna, nosso Senhor Jesus Cristo.
Por Ele, os anjos louvam a vossa majestade,
as dominações Vos adoram,
as potestades Vos reverenciam;
os céus, os espíritos celestes e os serafins Vos aclamam,
unidos em eterna exultação.
Permiti que nos associemos às suas vozes,
proclamando (cantando) humildemente o vosso louvor:
Santo, Santo, Santo.


No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio do Natal. Nas Orações eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Heb 13, 8
Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor nosso Deus,
recebemos com alegria os vossos sacramentos
nesta solenidade em que proclamamos
a Virgem santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja:
fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.









sábado, 27 de dezembro de 2025


            FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA              
    ««««««««« JESUS, MARIA E JOSÉ »»»»»»»» 
  ANO A   -   28/12/2025:



Tema da Festa da Sagrada Família:


O Deus que se vestiu de menino frágil e se apresentou aos homens no presépio de Belém encontrou abrigo numa família humana, a família de José e de Maria, dois jovens esposos de Nazaré, uma aldeia situada nas colinas da Galileia. Neste domingo, ainda em contexto de celebração do Natal do Senhor, a liturgia convida-nos a olhar para essa Sagrada Família; e propõe-nos que a vejamos como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares.

Na primeira leitura um sábio israelita do séc. II A.C., empenhado em preservar os valores tradicionais do seu povo, convida os seus concidadãos a amarem e a honrarem os pais em todos os momentos da vida. Garante que Deus não esquecerá aqueles que assim procederem.

Na segunda leitura Paulo de Tarso lembra-nos que a opção por Cristo deve traduzir-se, na vida do dia a dia, em comportamentos compatíveis com a realidade do Homem Novo. Vivendo ao ritmo do amor, conforme as indicações de Cristo, devemos vestir-nos “de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência”, cuidando uns dos outros e perdoando as debilidades dos irmãos. Dessa forma seremos no mundo testemunhas e arautos da fraternidade.

No Evangelho Mateus oferece-nos uma “foto” a cores da família de Jesus. É, antes de mais, uma família que conta com Deus e que vive de Deus: escuta as indicações de Deus, aceita percorrer os caminhos de Deus, confia incondicionalmente em Deus. É, também, uma família unida, solidária, fraterna, onde cada um pode contar com o apoio incondicional dos outros, onde ninguém é descartado e deixado para trás, onde cada um é querido, cuidado, protegido e amado. É assim que se constrói uma família capaz de superar todas as provas e crises que a vida trouxer.



ANTÍFONA DE ENTRADA Lc 2, 16
Os pastores vieram a toda a pressa
e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.


Diz-se o Glória.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor, Pai santo,
que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida,
concedei que, imitando as suas virtudes familiares
e o seu espírito de caridade,
possamos um dia reunir-nos na vossa casa
para gozarmos as alegrias eternas.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)
«Aquele que teme a Deus honra os seus pais»

A palavra de Deus faz o elogio da vida familiar. O Filho de Deus, ao fazer-Se homem, quis nascer e viver numa família humana. Foi ela a primeira família cristã, modelo, a seu modo, de todas as demais. O amor de Deus em todos os membros de uma família é condição fundamental para o crescimento, em paz, de todos os que nela nascem e vivem, como no quadro que o sábio nos apresenta nesta leitura.


Leitura do Livro de Ben-Sirá
Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados e acumula um tesouro quem honra sua mãe. Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida e converter-se-á em desconto dos teus pecados.
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)
Refrão:Ditosos os que temem o Senhor,
ditosos os que seguem os seus caminhos. Repete-se

Ou:

Refrão: Felizes os que esperam no Senhor
e seguem os seus caminhos. Repete-se

Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.
(Refrão)

Tua esposa será como videira fecunda,
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira,
ao redor da tua mesa.
(Refrão)

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém,
todos os dias da tua vida. 
(Refrão)



LEITURA II Cl 3, 12-21
A vida doméstica no Senhor.

Desde o princípio que os cristãos compreenderam que a sua fé se deve manifestar em toda a sua vida e muito particularmente na vida de família; esta pode ter sempre diante dos olhos a Sagrada Família de Nazaré, que constituiu a melhor experiência do que devem ser as nossas famílias.


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Irmãos: Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em ação de graças. Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Col 3, 15a.16a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Reine em vossos corações a paz de Cristo,
habite em vós a sua palavra. Refrão



EVANGELHO Mt 2, 13-15.19-23
«Toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito»

A vida da Sagrada Família não foi nada cómoda, mesmo nos seus começos. Aquele que viera ao mundo para morrer na Cruz sentiu logo desde a infância a rejeição dos homens. Mas a mão de Deus estava com Ele. O seu regresso do Egito retoma a caminhada pascal do antigo povo de Deus, e a sua entrada na Terra Prometida antecipa já o sentido de toda a sua vida: conduzir os homens à Casa do Pai.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egito chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».
Palavra da salvação.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
Caríssimos irmãos e irmãs: Em união com a Família de Nazaré, elevemos ao Pai celeste as nossas orações para que proteja todas as famílias do mundo, dizendo (ou: cantando), com alegria: 

R. Renovai, Senhor, todas as famílias. 
Ou: Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Protegei, Senhor, todas as famílias. 

(Confiar as intenções, segundo o seu conteúdo, a pessoas de idade e sexo diferentes)

1. Para que, na Igreja, cresça o clima de família, de paz, de mansidão e de bondade, que Jesus experimentou na Casa de Nazaré, oremos. 

2. Para que em toda a parte se respeite a instituição familiar, na sua natureza e dignidade, oremos. 

3. Para que em todas as famílias do mundo os seus membros saibam perdoar-se mutuamente, se algum tiver razões de queixa contra outro, oremos. 

4. Para que a luz de Cristo ilumine os casais novos, reanime os que arrefeceram no amor e brilhe como o sol sobre os que se amam, oremos. 

5. Para que todos os lares da nossa Paróquia sejam escolas onde se aprenda a imitar a família de Jesus, de Maria e de José, oremos. 

(Outras intenções: desempregados; os que não têm casa; fiéis defuntos...). 
Pai de misericórdia, escutai as orações desta família paroquial e renovai, em cada lar, o ambiente de abertura à vossa voz, de acção de graças, de louvor e de compreensão, que se vivia na Família de Nazaré. Por Cristo Senhor nosso.



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Nós Vos oferecemos, Senhor,
este sacrifício de reconciliação
e humildemente Vos suplicamos,
pela intercessão da Virgem Mãe de Deus e de são José,
que confirmeis as nossas famílias
na vossa graça e na vossa paz.
Por Cristo nosso Senhor.


Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Nas Orações eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Cf. Br 3, 38
Deus apareceu na terra
e começou a viver no meio de nós.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Pai de misericórdia,
que nos alimentais neste divino sacramento,
dai-nos a graça de imitar continuamente
os exemplos da Sagrada Família,
para que, depois das provações desta vida,
vivamos na sua companhia por toda a eternidade.
Por Cristo nosso Senhor.







segunda-feira, 22 de dezembro de 2025


     NATAL DO SENHOR   -   MISSA DO DIA      
  ANO A   -   25/12/2025:



Tema do Natal do Senhor - Missa do Dia:



A liturgia deste dia é, toda ela, um hino ao amor de Deus. Canta a iniciativa desse Deus que, por amor, se vestiu da nossa humanidade e “estabeleceu a sua tenda entre nós”. Em Jesus, o menino nascido em Belém, Deus veio ter connosco e falou-nos, com palavras e gestos humanos, para nos oferecer a Vida plena e para nos elevar à dignidade de “filhos de Deus”.

Na primeira leitura, Isaías anuncia a chegada do Deus libertador. Ele é o rei que traz a paz e a salvação, proporcionando ao seu Povo uma era de felicidade sem fim. O profeta convida, pois, a substituir a tristeza pela alegria, o desalento pela esperança.

segunda leitura apresenta, em traços largos, o plano salvador de Deus. Insiste, sobretudo, que esse projeto alcança o seu ponto mais alto com o envio de Jesus, a “Palavra” de Deus que os homens devem escutar e acolher.

Evangelho desenvolve o tema esboçado na segunda leitura e apresenta a “Palavra” viva de Deus, tornada pessoa em Jesus. Sugere que a missão do Filho, “Palavra” viva de Deus, é completar a criação primeira, eliminando tudo aquilo que se opõe à vida e criando condições para que nasça o Homem Novo, o homem da vida em plenitude, o homem que vive uma relação filial com Deus.




ANTÍFONA DE ENTRADA Is 9, 5
Um Menino nasceu para nós, um Filho nos foi dado.
Tem o poder sobre os seus ombros e será chamado Conselheiro admirável.



Diz-se o Glória.



ORAÇÃO DA COLETA
Senhor nosso Deus,
que de modo admirável criastes o homem
e de modo ainda mais admirável o renovastes,
fazei que possamos participar na vida divina do vosso Filho
que Se dignou assumir a nossa natureza humana.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Is 52, 7-10
Todos os confins da Terra verão a Salvação do nosso Deus

Após meio século de exílio em terra estrangeira, o povo de Deus sente-se abandonado pelos reis, que haviam causado a sua desgraça e, desiludido, não acredita em palavras mentirosas. No meio do abatimento ressoa, porém, uma palavra de salvação: Deus, o verdadeiro rei, vem, como Libertador trazer a paz ao Seu povo. E Jerusalém, cidade em ruínas, alegra-se, porque o Senhor a consola.
A nossa situação é semelhante à de Jerusalém. Prisioneiros de nós mesmos e do mal que nos domina, temos necessidade de ser salvos, de ser libertados. A verdadeira salvação, porém, vem de Deus, através do Seu Servo, Jesus Cristo, o Qual, pela Sua Encarnação, pelo Seu aniquilamento e, ao mesmo tempo, pela Sua elevação como Senhor e Rei, deu louvor a Deus e realizou a libertação total do homem.


Leitura do Livro de Isaías
Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação e diz a Sião: «O teu Deus é Rei». Eis o grito das tuas sentinelas que levantam a voz. Todas juntas soltam brados de alegria, porque veem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião. Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola o seu povo, resgata Jerusalém. O Senhor descobre o seu santo braço à vista de todas as nações e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4.5-6 (R. 3c)
Refrão: Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória. 
(Refrão)

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.
(Refrão)

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
(Refrão)

Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.
(Refrão)



LEITURA II Heb 1, 1-6
«Deus falou-nos por seu Filho»

Deus entra na história do mundo, por meio de Seu Filho. E esta intervenção dá-se para salvação do mesmo mundo. Em tempos passados, manifestara-se pelos patriarcas e profetas do Antigo Testamento. Nestes tempos, que são os últimos e definitivos (Gal. 4, 4). Deus revela-Se através de Seu filho incarnado. Em Jesus, na Sua Pessoa e nas Suas Palavras, a Palavra de Deus atinge a sua plenitude, em todos os seus aspectos.
Embora não faltem pretensos salvadores e abundem as promessas de salvação, só Jesus é a Palavra definitiva do Pai. E será inútil buscar a Deus, senão a partir de Cristo e da Sua mensagem evangélica.


Leitura da Epístola aos Hebreus
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo. Sendo o Filho esplendor da sua glória e imagem da sua substância, tudo sustenta com a sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-Se à direita da Majestade no alto dos Céus e ficou tanto acima dos Anjos quanto mais sublime que o deles é o nome que recebeu em herança. A qual dos Anjos, com efeito, disse Deus alguma vez: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»? E ainda: «Eu serei para Ele um Pai e Ele será para Mim um Filho»? E de novo, quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: «Adorem-n’O todos os Anjos de Deus».
Palavra do Senhor.



ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Santo é o dia que nos trouxe a luz.
Vinde adorar o Senhor.
Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra. Refrão



EVANGELHO – Forma longa Jo 1, 1-18
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós»

Neste hino, em que se encerra todo o mistério do Natal, S. João faz-nos meditar sobre as relações misteriosas e íntimas, que unem o Verbo ao Pai. Ao mesmo tempo, diz-nos como, progressivamente, o Verbo ou Palavra, pela Qual o Pai plenamente Se exprime, Se foi manifestando ao mundo: em primeiro lugar, através da criação; depois, pela revelação feita ao povo de Israel; finalmente, pela Encarnação, «fazendo-Se Carne e habitando entre nós».
Esta Vinda da Palavra na nossa carne é a prova de que «Deus é Amor» e quer ter a Sua habitação no meio de nós, de modo que transformando-nos no seu amor, a ponto de amarmos os irmãos, possamos chegar até Ele.
Aqueles que «receberem» Jesus Cristo, recebem d’Ele a vida eterna, formam o Povo da Nova Aliança, que percorre os caminhos da terra iluminado pela Luz Verdadeira.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «É deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.
Palavra da salvação.



EVANGELHO – Forma breve Jo 1, 1-5.9-14
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade.
Palavra da salvação.



Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.



ORAÇÃO UNIVERSAL (DOS FIÉIS)
I
rmãos e irmãs: Neste dia de festa tão solene, contemplemos o Menino que nasceu e apresentemos-Lhe as nossas orações, dizendo (ou: cantando), com alegria: 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos. 
Ou: Ouvi-nos, Senhor. 
Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor. 

1. Pelo Papa N., pelos bispos, presbíteros, diáconos e fiéis, para que contemplem no Menino de Belém Aquele que fez de nós filhos de Deus, oremos. 

2. Pelos que fazem as leis ou as aprovam, para que aprendam à luz deste Natal a defender e a promover a vida humana, oremos. 

3. Pelas crianças que perderam os seus pais, para que encontrem a seu lado quem as ame e lhes fale do Menino e do Natal, oremos. 

4. Pelos que neste dia estão tristes e sozinhos, para que reconheçam em Jesus, o Salvador, e O adorem como verdadeiro Deus, oremos. 

5. Pelas famílias da nossa comunidade (paroquial), para que sejam mensageiras de Jesus Menino, que nasceu de Maria, a Virgem Mãe, oremos. 

(Outras intenções: grandes problemas mundiais; pessoas sem família...). 
Senhor Jesus, que fostes enviado ao mundo para lhe trazer a luz do Céu, acolhei as nossas súplicas pelos homens de quem Vos fizestes irmão. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. 



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, a oblação que Vos apresentamos
neste dia solene de Natal,
em que nasceu para nós a verdadeira paz e reconciliação
e se instituiu entre os homens a plenitude do culto divino.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.



ANTÍFONA DA COMUNHÃO Cf. Sl 97, 3
Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus.



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Nós Vos pedimos, Deus misericordioso,
que o Salvador do mundo hoje nascido,
assim como nos comunicou a sua vida divina,
nos faça também participantes da sua imortalidade.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.